Relator vota pela inconstitucionalidade da PEC da Blindagem


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado começou a analisar, nesta quarta-feira (24/9) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem. O relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou relatório no qual declara a proposta “inconstitucional” e recomendou sua rejeição. As informações são do Metropoles.

“Votamos pela inconstitucionalidade, injuridicidade e rejeição da Proposta de Emenda à Constituição nº 3, de 2021, restando, consequentemente, prejudicadas as emendas oferecidas à proposição, conforme o art. 301 do Regimento Interno do Senado Federal, e faço um último registro, em homenagem ao presidente Senador Otto Alencar, digno representante do sertão baiano, com as palavras de Guimarães Rosa, na voz do personagem Riobaldo: O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”, disse Vieira.

A Câmara aprovou o projeto em 16 de setembro. A decisão foi amplamente rejeitada pela população, que promoveu manifestações no último domingo (21/9) em diversas capitais do Brasil.

A proposta quer mudar a Constituição para que deputados e senadores não possam ser processados criminalmente sem a autorização de sua própria Casa, desde o momento em que tomarem posse.

Encontro entre Lula e Trump: abraço na ONU e reunião marcada para a próxima semana


Na ONU, um encontro inesperado chamou atenção: Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se cruzaram de forma casual e acabaram trocando um abraço amistoso. O gesto surpreendeu observadores, já que ambos têm trajetórias e posicionamentos políticos bastante distintos.

Segundo relatos, houve até quem dissesse que “rolou uma química” entre os dois líderes. O suficiente para que fosse marcado um novo encontro para a próxima semana.

O que será tratado nessa reunião, no entanto, permanece uma incógnita. Vindo de Trump, tudo pode acontecer — e até o improvável não deve ser descartado.

O que disse Trump:

“Nós não tivemos muito tempo para falar aqui, foram tipo, 20 segundos, ,as conversamos, tivemos uma boa conversa e combinamos de nos encontrar na semana que vem, se for do seu interesse. Ele parecia um homem muito legal, na verdade, ele gostava de mim, eu gostava dele. E eu só faço negócios com pessoas de quem gosto.”, afirmou Trump.

“Tivemos ali uma química excelente e isso foi um bom sinal”, acrescentou.

Governo brasileiro diz que Lula aceitou encontro sugerido por Trump


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu um encontro com o colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que aceitou.

A informação foi confirmada à coluna da jornalista Raquel Landim, do UOL, pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira.

Trump se encontrou rapidamente com Lula na tribunal da ONU (Organização das Nações Unidas) e, ao cumprimentá-lo, pediu a reunião para a próxima semana. Lula, então, aceitou.

Segundo o governo brasileiro, a reunião será marcada pelos canais diplomáticos dos dois países.

O mandatário norte-americano revelou o encontro ao final do seu discurso na ONU, logo após receber críticas indiretas do líder brasileiro, que havia se pronunciado antes. Lula não chegou a pronunciar o nome de Trump.

De acordo com Sidônio, Lula sempre disse que estava disposto a negociar com Trump caso houvesse uma solicitação e uma disposição de Washington.

Política Trump provoca Lula após encontro na ONU e diz: “Brasil fracassará sem apoio dos EUA”



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (23) que se encontrou de maneira rápida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos bastidores da Assembleia Geral da ONU. De acordo com Trump, os dois trocaram um abraço e decidiram marcar uma nova conversa já para a próxima semana.

“Ele pareceu ser uma pessoa muito legal, na verdade. Ele gostou de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócios com indivíduos que aprecio”, disse Trump, que alegou ainda ter tido uma “química excelente” com o petista.

O encontro aconteceu durante a troca de lugares no plenário da ONU, onde, tradicionalmente, o Brasil abre os discursos, seguido pelos Estados Unidos.

Sanções e retaliações

A fala de Trump acontece em meio a tensões bilaterais. Os EUA aplicaram sanções contra autoridades brasileiras, entre elas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A justificativa do governo americano é de que Moraes violaria direitos humanos e perseguiria adversários políticos.

No mesmo pacote de medidas, os EUA também impôs tarifas de 50% sobre alguns produtos brasileiros, ampliando o clima de hostilidade.

No dia estadual do Secretário Municipal de Saúde, Itapetinga celebra o recebimento de mais uma ambulância


Para reconhecer o protagonismo da gestão municipal de saúde o dia 19 de setembro passa a ser, a partir deste ano, o Dia Estadual dos Secretários Municipais de Saúde. A celebração passou a integrar o calendário oficial da Bahia.

Na manhã desta sexta-feira, em celebração ao dia, o COSEMS (Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia) se reuniram em uma ação comemorativa para valorizar o papel desempenhado por eles em defesa e valorização do SUS.

A secretária de Itapetinga, Myllena Orrico, participou do evento, onde recebeu como “presente” pelo dia, uma nova ambulância para servir o município. “Tenho 8 meses à frente de uma pasta de suma importância, venho vivendo dias longos, cheio de desafios, responsabilidades e muito comprometimento. Tenho uma equipe de excelência que vem trabalhando 24h por dia todos os dias incansavelmente para que possamos resolver ou minimizar os problemas de saúde de cada munícipe. Hoje é dia de comemoração, mas também de agradecimento pela confiança e de reconhecimento da responsabilidade que assumimos”, disse a secretária ao agradecer pela destinação da ambulância à deputada Olívia Santana, do PCdoB.

O prefeito Eduardo Hagge reconheceu a importância da data. “Mais que um reconhecimento, este é um gesto de valorização de quem trabalha para fazer o SUS de maneira verdadeira e responsável”, ressaltou o prefeito.

O legado de Charlie Kirk e a pressão por um sábado nacional


A morte de Charlie Kirk está sendo lamentada como uma perda trágica para o movimento conservador cristão, mas também está sendo aproveitada como uma oportunidade para promover sua agenda religiosa. Após seu assassinato, vozes da direita política estão incitando os americanos a honrarem seu legado "guardando o Sabbath", uma prática que Kirk estaria se preparando para promover em seu próximo livro. À primeira vista, esse apelo para honrar o Sabbath pode parecer uma simples homenagem a Kirk. No entanto, por baixo da superfície, existe um esforço mais amplo para elevar a observância do domingo como o princípio unificador da causa nacionalista cristã — um ato com profundas implicações para o futuro dos Estados Unidos.

Em 13 de setembro de 2025, o The New York Sun publicou um artigo intitulado “Para celebrar o legado de Charlie Kirk, que valorizou a fé, honre o sábado”. Nele, o sábado — entendido como “domingo” pelos nacionalistas cristãos — está sendo apresentado como o ponto de encontro para unir as pessoas de fé para “salvar a civilização”.


• “ O activista conservador deixa um livro quase concluído sobre o dia de descanso e adoração — um conceito bíblico que ele defendeu na sua vida pessoal .” [1]

• “ Os riscos são muito altos. Temos uma nação — e uma civilização — para salvar . Por isso, lutamos contra as lágrimas e reunimos a coragem para seguir em frente. Fazemos isso não porque é fácil, mas porque é o certo. Um assassino pode ter silenciado Charlie para sempre, mas não permitiremos que ele nos silencie também.” [1]

• “Há duas maneiras fáceis de honrarmos o legado de Charlie. Na época de sua morte, Charlie estava dando os retoques finais em um livro sobre o Sábado — mais um conceito bíblico que ele defendeu em sua vida pessoal .” [1]

• “ Seria uma homenagem adequada a Charlie — e à forma de cristianismo enraizada na Bíblia hebraica que ele, tal como os fundadores americanos, tanto defendeu — que mais cristãos e judeus honrassem Charlie, comprometendo-se a honrar o sábado tal como ele o fez .” [1]

• “Devemos também redobrar, como nunca antes, o nosso compromisso com a liberdade de expressão e a troca civil de ideias. O seu martírio deve galvanizar os conservadores mais jovens como nunca antes . Não podemos permitir que Charlie tenha morrido em vão como um mártir da liberdade de expressão.” [1]

Ao buscar santificar o Shabat (domingo) em homenagem à memória de Charlie Kirk, os nacionalistas cristãos estão promovendo uma agenda que, em última análise, minará a própria liberdade religiosa que afirmam defender. Sempre que a observância do Shabat está vinculada à sobrevivência de uma nação, ela inevitavelmente deixa de ser uma devoção voluntária e se torna um mandato político. O próximo passo é pressionar para que isso seja imposto por lei.

Para os estudiosos da profecia bíblica, esses acontecimentos não são nenhuma surpresa. Apocalipse 13 e 14 predizem um tempo em que a fé e a política se unirão, preparando o cenário para a crise final. O chamado para honrar Charlie Kirk guardando o sábado (domingo) não se trata apenas de lembrar um ativista caído. Trata-se de mobilizar diversos grupos religiosos e lançar as bases para a união entre Igreja e Estado. Esse movimento busca encobrir seus objetivos políticos com ideais religiosos, reforçados agora pela trágica morte de Kirk.


Não podemos nos esforçar para agradar a homens que usam sua influência para reprimir a liberdade religiosa e pôr em prática medidas opressivas para levar ou compelir seus semelhantes a guardar o domingo como o Sábado. O primeiro dia da semana não é um dia para ser reverenciado. É um Sábado espúrio, e os membros da família do Senhor não podem participar com os homens que exaltam este dia e violam a lei de Deus, pisoteando o Seu Sábado. O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens em cargos públicos, pois, ao fazerem isso, são participantes com eles dos pecados que cometem enquanto exercem o cargo” (Eventos dos Últimos Dias, p. 127).

Fontes

PL oficializa Eduardo Bolsonaro “Líder da Minoria” e dificulta cassação de mandato


O PL oficializou nesta terça-feira (16) o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como novo líder da minoria na Câmara, após a renúncia da deputada Caroline de Toni (PL-SC).

A mudança tem impacto direto sobre eventuais processos contra o parlamentar. Isso porque o cargo de líder da minoria, assim como o de líder de partido, garante prerrogativas regimentais como foro privilegiado em certas representações e prioridade em análises internas, o que na prática dificulta o avanço de pedidos de cassação.

Caroline justificou a decisão afirmando que a troca busca fortalecer Eduardo diante do que chamou de “perseguições políticas” contra ele e seu pai, Jair Bolsonaro. “O Brasil precisa de união e coragem”, declarou.

Câmara aprova em 1º turno PEC que dificulta ações contra parlamentares


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (16), em 1º turno, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem. O texto amplia as proteções legais para parlamentares, ao dificultar a prisão e a abertura de processos criminais contra deputados e senadores.


Foram 354 votos a favor e 134 contra.


A matéria foi incluída na pauta do plenário após reunião de líderes na manhã desta terça-feira (16). Também foi anunciado o novo relator indicado por Hugo nesta terça, o deputado Cláudio Cajado (PP-BA).


A PEC da Blindagem visa restringir a prisão em flagrante de parlamentares e prevê a necessidade de aval do Legislativo para abertura de ações penais contra congressistas, ressuscitando um trecho da Constituição de 1988.


O texto prevê ainda prazo de 90 dias para o Legislativo analisar a licença prévia para a prisão e a abertura de processos criminais. Nesse caso, a apreciação deverá passar por votação secreta e garantir maioria absoluta de seus membros.


Durante a discussão no plenário, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a apreciação da PEC é uma oportunidade da Casa retomar alterações ao texto constitucional diante de “atropelos, de abusos que aconteceram contra colegas”.


“Essa não é uma pauta de governo ou de oposição. Essa não é uma pauta do PT ou do PL. Essa não é uma pauta da direita ou da esquerda”, afirmou Hugo Motta ainda.


CNN Brasil

Pressão por anistia cresce e governo traça estratégias para barrá-la


Enquanto a oposição aperta o cerco para votar o projeto de lei (PL) da anistia para envolvidos no 8 de Janeiro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amarra estratégias para barrar o avanço da matéria no Congresso Nacional. Com informações do Metrópoles.

O tema ganhou fôlego nas últimas semanas com a entrada na articulação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-PB). Agora, a mobilização deve crescer ainda mais após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Governistas ouvidos pelo Metrópoles veem o movimento como natural, mas acreditam que a ofensiva não deve prosperar. E mesmo que avance na Câmara dos Deputados, o Senado deve barrar a proposta.

De toda forma, aliados do presidente Lula já se movimentam para derrotar o texto, caso vá a plenário. Como mostrou o Metrópoles, o objetivo do governo é derrubar o projeto para encerrar de vez a discussão, antes das eleições de 2026.